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Alexandre Assolini
Profissão: Advogado. Especialista nas áreas de família e eventos.
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Nome Sujo na Praça

Alexandre Henrique de Sousa Assolini - OAB/SP218.856

Olá, meninas. Hoje a coluna abordará um tema recorrente no dia a dia de todos nós, que é a inadimplência e sua conseqüência, o nome ‘sujo’.

A coluna não tem a pretensão de pautar a vida de cada uma de vocês, que são maiores, vacinadas e sabem muito bem gastar o dinheiro próprio. Mas nunca é demais lembrar que o dinheiro deve ser gasto com inteligência. Não consumam ou comprometam seu crédito de tal maneira que não se consiga quitar as prestações dos bens tão sonhados e adquiridos.

Mas, se a necessidade de consumo ou endividamento foi urgente, e o pagamento não pode ser feito por falta do crédito, é quase certo que o credor tenha apontado o nome do devedor nos cartórios de protestos, ou nos serviços de proteção ao crédito, como a Serasa e o SCPC.

Assim, é de suma importância saber que o prazo para que o nome deixe de constar nas consultas destes órgãos é de 05 (cinco) anos. Isto mesmo, cinco anos!

Ficar sem crédito por cinco anos não deve ser nem um pouco agradável, não é?

Por isso, fica a dica de como fazer para ‘limpar’ o nome: RENEGOCIE! Renegociar a dívida não é vergonha para ninguém.

Tenha certeza: o credor quer que você o procure com uma proposta concreta de pagamento. Então, procure-o.

Refaça suas contas e eleja suas prioridades de consumo. Procure estabelecer um valor a ser separado todo mês para o pagamento da dívida. E, após feito este cálculo, procure o credor pessoalmente. Mais vale você o procurar a contratar um advogado para fazer este serviço, quando você tem habilidade de negociação. Se não tiver esta habilidade, a ajuda de um advogado é bem-vinda.

A melhor maneira de negociar um débito é não exigir, mas pedir. Existem débitos onde o desconto é praticamente impossível de ser conseguido, como nos débitos condominiais. Já em outros casos, como débito nos cartões de crédito, cheques especiais e outros, o abatimento em juros, multa e, em alguns casos, até mesmo no valor principal da dívida é certeza de ser alcançado na renegociação.

Peça algo que você entenda razoável, e escute a contraproposta. Encontre o ponto certo da negociação, durante as tratativas, e peça parcelamento. E, este parcelamento, é bom lembrar, tem que ser do tamanho do crédito que você estabeleceu para pagar suas dívidas, NUNCA MAIOR!

Desta maneira, não tenha vergonha de estar com o ‘nome sujo’. Mais importante é assumir que deve e enfrentar o próprio ego de consumo. Após dominar seu impulso de consumo, tenha certeza: você pode e você vencerá mais esta etapa da vida. Boa sorte!